Alterações na função tireoideana

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior e inferior do pescoço. Ela secreta hormônios que ajudam na regulação da função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela atua no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor, no controle emocional e do colesterol.

Diversas condições podem alterar a quantidade de hormônios produzidos e liberados pela tireóide, tanto aumentando quanto diminuindo sua quantidade. Quando há redução dos hormônios tireoideanos é estabelecida uma condição chamada de HIPOTIREOIDISMO, que pode causar sintomas como cansaço, fraqueza, queda de cabelo, constipação e sonolência, assim como pode ser completamente assintomática. A produção aumentada desses hormônios leva ao HIPERTIREOIDISMO, podendo causar palpitação, sudorese, insônia, diarreia e perda de peso. Como diversas outras patologias clínicas podem ter sintomas semelhantes aos decorrentes das disfunções da tireóide, se faz necessária a análise de exames de sangue pelo médico endocrinologista para elucidar a situação.

Nódulos de Tireóide

A tireóide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço e é responsável por formar e secretar os hormônios tireoideanos (T3 e T4), que agem regulando a função de diversos órgãos (coração, músculos, cérebro, entre outros). Nela podem ocorrer problemas referentes à função (aumento ou diminuição da produção dos hormônios) ou à estrutura (nódulos, cistos e cânceres).

Os nódulos tireoideanos são achados muito comuns nas ecografias, presentes em 20 e 75% da população, variando muito dentre faixas etárias e localidades. São mais comuns em mulheres, idosos, moradores de regiões com deficiência de iodo e pacientes com história de exposição à radiação. Ainda que várias teorias sobre o que causa a formação dos nódulos tenham sido propostas, nenhuma foi comprovada.

A extrema maioria dos nódulos são benignos (90 a 95%), e é papel do endocrinologista rastrear os 5-10% que são cânceres. Para isso, dependendo do tamanho e das características que os nódulos apresentam na ecografia, pode se fazer necessária uma biópsia (punção aspirativa por agulha fina) para análise do seu conteúdo.

Se, a partir da biópsia, houver a suspeita de câncer ou se a benignidade não puder ser comprovada, o paciente pode ser submetido à cirurgia de retirada de parte ou de toda a glândula. Dependendo da extensão da cirurgia, pode haver a necessidade de suplementação de hormônio tireoideano para toda a vida, por isso, deve-se manter o acompanhamento com o endocrinologista.

Drª Eline Dias Pereira – Médica Endocrinologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM 37.056, RQE 30.911)